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domingo, 9 de fevereiro de 2014

"De que servem as palavras?"

Começarei tentando decifra-lo com alguns adjetivos: Fantástico. Encantador. Excitante. Lindo. Triste. 
Impressionante o quanto, por mais que a gente tente, os sentimentos são impossíveis de serem demonstrados em palavras; por vezes me perguntei como Liesel "De que servem as palavras?" Porém, ao mergulhar na grande história que esse livro trás, pude perceber: As palavras salvam! 

E "Os seres humanos me assombram!" Como a 'morte', eu pude sentir a mesma coisa a cada página, o quanto o ser humano é mal, desumano, frio e egoísta. Porém,consegui também enxergar a bondade que ainda existem em corações doces como o de Hans Hubermann, da Sra. Ilsa Hermann e, também, da mamãe. Sim, Rosa Hubermann. Nessa mulher eu consegui ver cada um de nós que nos dias de hoje, não demonstram aquilo que sente mas que no coração há amor, diferentemente de tantas pessoas que conhecemos ao decorrer dessa leitura. 
Foi mais um dos pontos que veio me alertar, algo que não poderia deixar de destacar. Como a 'mamãe' que não demonstrava, havia também o 'deixar pra depois', um depois que pode não chegar. Um depois que não chegou para Rudy. Um beijo que não ganhou e um eu te amo que nunca ouviu. 

Hoje percebo o quanto deixamos pra amanhã, o quanto reclamamos por tão pouco. Vivemos em busca de uma felicidade que está bem diante de nossos olhos ou até mesmo no porão, que tal procurá-la lá? 

"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito."

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